Esta página é protegida por senha. Você pode visualizá-la somente após digitar a senha.

Acesso Restrito aos Membros Ativos da GLOMEB
Clique aqui para baixar o texto em arquivo PDF ou leia o documento na íntegra abaixo.  O arquivo poderá ser baixado e impresso para leitura em loja.

Documento de caráter sigiloso. Proibido a sua divulgação fora da Loja ou do grupo para o qual foi criado e enviado originariamente.

               

                                                                            REVISÃO 2017

Em 16/07/2017

Observação: Estão proibidas quaisquer cerimônias de iniciação, elevação e exaltação, sem a presença do Grão Mestre ou representante legal do Grão Mestrado e sem que essas normas tenham sido compreendidas por todos os membros principalmente pelos Veneráveis Mestres.

Saudação a todos os amados irmãos!

Hoje daremos início a uma série de mudanças que visam a reestruturação da GLOMEB.

Essa reestruturação não tem a intenção de inovar. É mais uma “reengenharia” de uma “engenharia reversa” para que possamos trazer de volta as nossas bases que foram estruturadas após longos e profundos estudos sobre os “antigos costumes” bem como sobre um trabalho árduo de interpretação e adaptação daquilo que poderia ser “muito ultrapassado ou de difícil interpretação pelos membros” para algo muito parecido em forma e fundo porem atualizado e de fácil compreensão de todos.

 Em resumo: chegou o momento de relembrarmos e fixarmos, não só na memória, mas sim por escrito, dentro das nossas normas, tudo aquilo que ensinamos lá no começo das atividades da nossa Amada Ordem e que por alguns motivos, dentre eles, a excessiva criatividade, o inconformismo na obediência das normas e em alguns casos, infelizmente, a tentativa de aplicar uma visão própria e distante da nossa, no entendimento do que deveria ser a maçonaria.

Antes de abordar o tema em profundidade e começar a normatizar cada uma das situações que fugiram do nosso controle e acabaram ganhando vida própria de forma a perturbar e prejudicar os trabalhos em loja, vou generalizar e descrever aquilo que tenho visto pessoalmente ou informado pelos demais membros das diversas lojas da GLOMEB, através de e-mails, telefonemas, conversas pessoais etc.

Dentre essas questões, chamou-me muito atenção alguns aspectos do comportamento dos membros, que mudam completamente aquilo que ensinei desde o começo das nossas atividades e que, portanto, não são partes do projeto original da GLOMEB e que devem ser combatidos, pois do contrário, em alguns anos, teremos que nos deparar com “algo parecido com a GLOMEB mas que não é.”

Teremos criado, por falta de zelo, uma série de lojas as quais, além do rito diferenciado, terão cada uma delas uma visão própria sobre gestão dos seus trabalhos e andamento ritualístico que os membros de outra loja ficarão espantados em constatar quão diferente são os comportamentos dentro da Potência que não seria necessária a existência dela, pois de forma alguma instrui, observa, regulamenta, normatiza, centraliza, socorre, arbitra e nem mesmo controla mais seus membros dentro da loja.

 Os casos mais preocupantes são os seguintes:

  1. A escolha dos candidatos.
  2. A entrevista
  3. A falta de informação para o candidato
  4. A recepção do candidato para o dia da iniciação
  5. Atividades fora da loja no dia da iniciação
  6. O excessivo tempo (demora) que o candidato aguarda na câmara.
  7. A forma agressiva como alguns irmãos comportam-se  durante a cerimônia de iniciação.
  8. O caráter de “trote universitário” que a cerimônia de iniciação está adotando em substituição a verdadeira cerimônia iniciatica.
  9. A total falta de transmissão dos conceitos esotéricos das viagens durante a cerimônia de iniciação.
  10. A não observância das cinco primeiras instruções transmitidas em loja quando da presença dos novos iniciados.

 Caso deixássemos as coisas como estão, realmente, em breve a Potência não serviria para mais nada e as lojas compulsoriamente teriam que pedir, cada qual, a sua independência administrativa e financeira, assumindo daí por diante o julgamento dos atos dos seus membros sem que houvesse a exigência do duplo grau de jurisdição ou do recurso obrigatório no caso de um membro se sentir prejudicado pela decisão do Venerável Mestre ou da Loja.

A Potência é a organização máxima, é o conjunto de todas as lojas que a ela pertencem e, mais do que isso, é a Loja Mãe original de todos nós. Por isso, a ela devemos amor, respeito e acima de tudo fidelidade.

(A abordagem dos 10 principais pontos negativos acima será feita no próximo capítulo)


CAPITULO DOIS Leia abaixo as principais alterações que estão sendo introduzidas, conheça os motivos e a nova regra. Para baixar o documento clique aqui.



Em 17/07/2017

Os casos mais preocupantes são os seguintes:

1.                  A escolha dos candidatos.

Comentários e Regra: Deve sempre recair sobre homens, maiores de 21 anos, justos e de bons costumes, comprovado os antecedentes (civil e criminal), os quais podem ser indicados por outros maçons (preferencialmente mestres) ou que tenham se apresentado a porta da loja e requerido ingresso nas fileiras da Ordem (nos dias de hoje a apresentação a porta da Loja foi substituída pelo cadastro do interessado através da internet). Escolher um candidato não é simplesmente indicar um possível novo irmão, é justamente escolher muito bem e zelar pelo nome da maçonaria, da potência e da loja, justamente pelo fato de que o escolhido, via de regra, se tornará nosso irmão em breve e poderá tanto somar quanto dividir a harmonia da loja. Quem indica fica responsável pelo comportamento do futuro irmão em loja. Quem indica não pode ficar “contrariado” se o candidato por qualquer motivo não for aceito. Quem indica não pode fazer a sindicância. Todos os documentos do candidato são enviados para a Administração Geral que dará aprovação ou reprovação.

2.                  A entrevista. 

Comentários e Regra.Pode ser realizada de outras maneiras que não apenas a pessoal, porém, sempre que possível, recomenda-se que seja pessoal, não necessariamente na residência do candidato, mas também na sala da administração da loja ou em local público ou ainda na empresa do entrevistador; os procedimentos para uma correta entrevista estão previstos no Manual do Oficial Sindicante editado pela Glomeb e que é destinado aos membros escolhidos para esse objetivo. Caso a loja não tenha o manual então deverá ser requerido pelo Venerável Mestre e fornecido pela Grande Secretaria.

3.                  A falta de informação para o candidato.

Comentários e Regra. O candidato, no momento da entrevista ou depois dela, deve “sempre” ser abastecido com informações precisas o suficiente para que entenda o que é a maçonaria, o que são os maçons, quais as obrigações que irá contrair sendo iniciado, os dias e horários de reunião da futura loja, as contribuições mensais e outras doações que deverá fazer para com a loja etc. Essa falta de informação tem gerado graves prejuízos para a nossa loja, principalmente através daqueles novos membros que ingressam na Ordem sem ter a menor ideia do que estão fazendo na vida, sem saberem da seriedade do compromisso assumido; o resultado disso é um aprendiz insatisfeito, sem condições mínimas de estudar e de compreender as nossas instruções e muitas vezes sem condições financeiras de arcar com as doações necessárias e muito menos a mensalidade da loja; temos casos, atuais, de aprendizes que não apresentaram as pranchas pelo fato de que não tem o mínimo de escolaridade exigida, outros que não cumprem com suas obrigações financeiras pois não foram informados de que deveria quitar seus metais, temos caso de aprendiz que foi iniciado faz mais de um ano e até hoje não quitou os metais da iniciação e que transfere para a loja a indiferença de um “cheque sem fundos” amargando a retirada no banco e o constrangimento de uma reapresentação na tentativa de que tais fundos sejam provisionados; isso (falta de comprometimento com os metais) compromete a saúde financeira da loja que não consegue, por sua vez, quitar seus custos fixos, tendo que recorrer aos cofres da Administração Geral para satisfazer suas pendências, onerando, por sua vez, a Grande Tesouraria, que tem que lançar mãos de recursos que seriam destinados a outro fim para cobrir a deficiência pontual daquela loja; Temos  o caso de um aprendiz que está afastado e requerendo regresso, porem que ao verificarmos a situação dele junto a Grande Tesouraria notamos que até o momento não quitou os metais da cerimônia de iniciação, tem várias mensalidades em atraso, ou seja, esse indivíduo foi favorecido pela amizade do padrinho que o indicou, mas que infelizmente não lhe passou as devidas informações sobre suas responsabilidades, um indivíduo desses em nosso meio é o típico exemplo do maçom que pensa unicamente em si e não se compromete com o grupo e que infelizmente estava em nosso meio até pouco tempo; temos caso de companheiros que foram elevados e passados vários meses não quitaram os metais; temos casos de mestres que seguiram os maus exemplos dos aprendizes e companheiros e por conseguinte também não quitaram a doação da exaltação e temos uma bola de neve ocasionada pela má gestão do Venerável Mestre que se deixou envolver pela “amizade” em detrimento da razão necessária a boa administração.

4.                  A recepção do candidato para o dia da iniciação. 

Comentários e Regra Fica terminantemente proibido recepcionar o candidato com a seguinte saudação: “O Senhor não e bem vindo nesta loja, o senhor não é bem-vindo na maçonaria, nós não queremos o senhor aqui em nosso meio.” Ora, senhores, tenhamos bom senso, pelo menos isso, uma vez que o candidato chegou até a loja, na data agendada para a iniciação é lógico que já passou pela entrevista e que a ficha cadastral fora aprovada e, portanto, o candidato praticamente pertence ao quadro de obreiros da loja e deverá ser tratado com urbanidade, fraternidade, educação para ser mais preciso. Imaginemos a seguinte cena: você convida alguém para ir a sua casa, pois haverá uma festa, e quando essa pessoa chega, ao invés de ser bem recebida encontra um anfitrião mal educado que lhe diz “você não é bem vindo aqui. Quer ir embora agora, pode ir”. Basta a simples análise desse exemplo para notarmos como é distorcida a recepção que vem sendo realizadas em algumas das nossas lojas. O candidato deverá ser recepcionado como um “convidado nobre”, com toda educação e reverência que nós maçons somos capazes. Enquanto aguarda, será recepcionado na antessala da loja ou em local isolado onde ficará sentado de forma confortável. Ao ser conduzido para a antessala será recepcionado pelo Venerável Mestre ou quem estiver designado para esse ato, que verificará a vestimenta do candidato, corrigindo-o se necessário (candidato deverá se apresentar de terno escuro completo, camisa branca, sapato social branco etc), os pertences serão guardados corretamente (celular, metais, documentos, relógio, cuidado especial com medicamentos controlados, utilização de marca passo, prótese auricular, prótese ortodôntica  etc); a identificação correta através do documento de identidade civil (rg, cnh etc), perguntado sobre medicamentos de uso controlados (horário para tomar, se trouxe consigo o medicamento etc), verificar se os paramentos do candidato estão em seu poder ou na loja, caso estejam em seu poder devem ser recolhidos e dispostos no interior da loja para utilização no momento adequado. Após essa primeira inspeção deverá ser encaminhado para a Câmara de Reflexão onde aguardará até ser chamado para as viagens.

5.                  Atividades fora da loja no dia da iniciação.

Comentários e Regra. Não é permitida nenhuma atividade ligada a iniciação, antes ou depois da cerimônia, que venha a ocorrer “fora da loja”; portanto fica proibido marcar com o candidato em qualquer lugar diferente da porta da loja. O candidato não deve ser induzido a comparecer em cemitérios, velórios, porta do necrotério, do IML, do Foro da Cidade etc. O candidato não pode ser conduzido encapuzado no itinerário entre a residência e a loja, muito menos ser escoltado por um grupo de irmãos e ser obrigado a adentrar em veículo estranho que o levará até a loja ou até qualquer outro local. Portanto, fica obrigatória a presença do candidato, por conta própria, na data e horário da iniciação, na porta da loja, segundo o endereço a ele fornecido; Não vou nem entrar na inimaginável hipótese da interceptação pela polícia de um veículo com 3 ou 4 ocupantes onde um deles esteja encapuzado, dando margens a diversas especulações e até mesmo a divulgação pela imprensa dessa insólita apreensão e detenção. Obviamente alguém será responsabilizado cível e criminalmente por tal ato se é que venha a ocorrer.

6.                  O excessivo tempo (demora) que o candidato aguarda na câmara.

Comentários e Regra. A iniciação é uma cerimônia magna e por tanto deverá ter hora exata para iniciar, mas não terá horário fixo ou predeterminado para encerramento, em que pese ser um momento de todo especial, dedicado ao candidato e simbolizar o momento máximo para a maçonaria como um todo, ou seja, o dia da criação de um novo maçom. Portanto, é inadmissível que o candidato seja enclausurado na “Câmara de Reflexão” ou na “Sala de Recepção” (conforme o rito) e que lá permaneça por mais de 45 (quarenta e cinco) minutos. Acima desse período considera-se um ato desnecessário e beira algo parecido com “castigo” ao invés de ser parte integrante da cerimônia.  A “câmara da reflexão ou de reflexão” é parte integrante e necessária de toda cerimônia magna de iniciação. O candidato internado na Câmara lá se sujeita a reflexão. Pergunto: “Refletir sobre o que?” Pelo visto sobre nada, uma vez que os irmãos do lado de fora insistem em bater constantemente na porta da câmara, em gritar, em esmurrar a porta, impossibilitando que a finalidade daquele momento seja alcançada. Pergunto:> Que finalidade é essa? Respondo: “Refletir sobre os objetos e dizeres que estão na Câmara, iluminados apenas pela luz das velas que lá estão. Ao final do período de internação, o Irmão Experto adentrará e explicará pacientemente ao candidato o significado de todos os objetos que estão lá, bem como pedirá que leia as tabuletas e aguardará que explique o que entendeu daqueles escritos. Para isso é necessário que o Irmão Experto esteja preparado para essa missão, que conheça profundamente os símbolos e as tabuletas que estão no interior da Câmara de Reflexão. Após toda essa explicação com calma, permitindo que o candidato realmente reflita sobre tudo o que está acontecendo, vendo e ouvindo, será questionado uma única vez: “Você quer prosseguir ou prefere desistir? Caso Desista será levado para fora da loja e nunca mais poderá requerer ingresso na Maçonaria. Então, o que você diz:” Essa pergunta não deverá ser feita mais de uma vez, não deverá ser feita com insistência a todo momento como se fosse um “mantra” que é repetido a cada passo que o candidato dá.  Somente uma única vez.

7.                  A forma agressiva como alguns irmãos comportam-se durante a cerimônia de iniciação.

Comentários e Regra.  A agressividade pode ocorrer na hora da recepção do candidato, no momento em que é levado até a antessala da loja, no momento em que é conduzido para a Câmara de Reflexão, no momento em que é vendado, quando conduzido para as viagens ou a qualquer momento que o nosso convidado necessita da “mão amiga da maçonaria” e encontra palavras ou gestos agressivos. Certamente que esse candidato, uma vez criado maçom, irá replicar toda essa agressividade quando for recepcionar o próximo candidato ou quando tiver oportunidade de trabalhar na cerimônia magna de uma nova iniciação.

8.                  O caráter de “trote universitário” que a cerimônia de iniciação está adotando em substituição a verdadeira cerimônia iniciatica.

Comentários e Regra. Tenho notado que as iniciações em algumas das nossas lojas têm adquirido e aperfeiçoado o caráter de “trote universitário” digno dos aprovados nos vestibulares; desde a forma de tratamento (mais para “bicho” do que para candidato maçom) até a obrigação da ingestão de bebidas alcoólicas misturadas com substâncias indeterminadas com o único propósito de causar desconforto ao candidato ou induzir um medo desnecessário de “coisas pelas quais ele nunca irá passar uma vez admitido”. Recentemente tivemos a interrupção de uma cerimônia de iniciação devido ao candidato apresentar grave indisposição intestinal, após ter ingerido bebida que lhe causou náuseas e consequente episódio de intermináveis vômitos; outro candidato reclamou de “desarranjo intestinal grave” que o forçava a ir inúmeras vezes ao banheiro durante a cerimônia; nesses dois casos tivemos exemplos de total falta de proveito da iniciação e dos ensinamentos básicos tanto por parte do candidato quanto por parte da loja que apenas propiciaram um espetáculo digno de “uma república (pensão) de universitários em dia de festa”, nada mais do que isso.  Portanto, fica definido que a “única bebida a ser oferecida e ingerida pelo candidato será uma solução branda de água e sal para imitar o sabor amargo e outra solução de água e açúcar para imitar o sabor doce, e unicamente utilizada durante a parte da cerimônia que expressa o doce e o amargor da vida maçônica plena e da vida maçônica do perjuro. Outra forma incorreta de tratamento ao candidato, que difere do trote universitário é aplicado naquelas lojas onde os membros tem formação militar e querem impor na cerimônia o caráter marcial das unidades militares e aplicam ao candidato tratamento semelhante ao “treinamento do BOPE” que ficou conhecido através do filme “Tropa de Elite”, com ênfase em exercícios de agachamento, rastejamento, polichinelos, empurrões e truculências de todos os tipos, sempre seguidos da frase: “pede pra sair” que se tornou um jargão, infelizmente,  de uso comum dentre nossos membros, durante as viagens do candidato, que deveriam ser fraternos e não agressivos, uma vez que não somos um quartel, somos uma irmandade, que não somos militares, somos maçons e a nossa hierarquia não é militarizada mas sim fraternal.

9.                  A total falta de transmissão dos conceitos esotéricos das viagens durante a cerimônia de iniciação.

Comentários e Regra. O momento das viagens do candidato é dividido em 04 (quatro) partes distintas, nas quais ele terá contato, pela primeira vez em sua vida iniciatica com os 04 (quatro) elementos da natureza (não confundir com elementais da natureza que é outra coisa): Terra, Fogo, Água e Ar. Observando-se, que em algumas potências ou em alguns ritos, a Câmara de Reflexão vale como o primeiro elemento “Terra” pois o candidato está no útero da terra que está grávida dele e de lá ele “nascerá” como um novo homem; algumas lojas consideram que a Câmara de Reflexão é a primeira viagem e dentro da loja praticam as outras três. Na GLOMEB temos entendimento que aponta para as 04 (quatro) viagens, portanto, por mais que consideremos a importância da Câmara de Reflexão, não temos nela a primeira viagem, que ocorre somente dentro da loja. Creio que o Ritual de Sessão Magna oferecido pela GLOMEB tem um texto devido para cada uma das viagens; esse texto deve ser obrigatoriamente lido e se necessário explicado ao candidato durante o no final de cada uma dessas viagens; ele deve ter consciência que está viajando, ora pela terra, ora pelo ar, ora pela água e ora pelo fogo; esse simbolismo é preservado desde as iniciações praticadas no Antigo Egito e sempre com a mesma finalidade e mesmo conceito. Não podemos transforma-lo em um trote no qual o candidato com os olhos vendados é exposto a um punhado de terra, a um jato de água no rosto, a uma baforada de vento (tudo sem explicação) e a uma chama, simbolizando o fogo, que alguns veneráveis insistem em deixar próximo a mão do candidato por tempo superior ao necessário causando até mesmo pequenos hematomas desnecessários para o momento. O momento que antecede ao “Fiat Lux” que muitos veneráveis já nem se preocupam em dizer, que é quando o candidato receberá a Verdadeira Luz da Maçonaria, é um dos pontos mais altos da cerimônia e não é conveniente que as espadas que são encostadas ao peito do candidato tenham sido aquecidas antes e que as pontas quase em brasa venham a tocar o peito do candidato deixando “marca de agressão desnecessária e inconveniente ao momento”. Outro ponto alto da cerimônia é a criação do maçom, que se dá pela paramentação, consagração e juramento. A paramentação é o momento em que são entregues as luvas e o avental. Existe um texto (ou pelo menos deveria existir) para ser lido nesse momento tão importante, um sobre a importância do avental e outro sobre as luvas, pelo que tenho notado não tem sido emprestado a esse momento a importância devida, devemos, pois corrigir de imediato, essa e outras atitudes incorretas. Pontos que podem ser mantidos durante a iniciação: justo caminho do meio (simbolizando pelo caminhar do candidato sobre uma tábua que pode ou não estar um pouco acima do piso),  banco do falso conforto (simbolizado por um pequeno banco mais baixo do que o normal e que tem a finalidade de colocar o candidato em um situação desconfortável da qual somente sairá com a ajuda da “mão amiga da maçonaria”), espelho para refletir o verdadeiro inimigo (através de um espelho, postado nas costas do candidato, em um determinado momento da cerimônia em que se lhe apresenta a própria face refletida como sendo seu maior inimigo ou inimigo oculto).

10.               A não observância das cinco primeiras instruções transmitidas em loja quando da presença dos novos iniciados.

Comentários e Regra. Logo após a iniciação, o candidato será submetido nas próximas sessões ordinárias, aos ensinamento das cinco instruções para o aprendiz; essas instruções encontram-se no Manual do Aprendiz distribuído pela GLOMEB e são diferentes conforme cada um dos ritos seguidos pelas lojas, mas todas tem muito em comum, todas visam um estudo sobre os primeiros passos do aprendiz na vida maçônica, geralmente instruem sobre a marcha do aprendiz, sobre o sinal, sobre a forma de identificação, sobre a postura em loja, sobre a Coluna Boaz (ou Jackin) e assim por diante até que o novo maçom esteja ambientado com nossos usos e costumes. O que temos visto, ao contrário disso, é a loja se ocupar com discussões que não adentram nessas cinco lições e isso causa prejuízo ao aprendizado individual e coletivo, uma vez que a instrução é uma das bases da Maçonaria. Todo aprendiz tem direito a receber essas cinco instruções, essa prerrogativa faz parte dos direitos maçônicos individuais e não pode ser negado pela loja. Suponhamos que um aprendiz está na terceira lição e que a loja tenha um novo membro a partir daquela instrução, como proceder? Simples, o novo aprendiz receberá a terceira, a quarta e a quinta instrução e a loja na próxima sessão retornará para a primeira e segunda instrução. É sempre assim, basta seguir essa fórmula que não teremos nenhuma dificuldade com a instrução básica dos aprendizes. Assim também deverá proceder o Venerável Mestre com a instrução dos Companheiros bem como dos Mestres, porem esses últimos devem ser reunir em “Câmara do Meio”.

Outro Ponto importante, que fugiu da relação dos 10 mais importantes, é a entrega da primeira prancha do novo aprendiz, que deverá ser encaminhada unicamente ao Sereníssimo Grão Mestre em caráter particular e que não contará com a interferência do Venerável Mestre. Nessa primeira prancha o Aprendiz deverá narrar tudo o que aconteceu durante a iniciação, tudo aquilo que viu, ouviu, sentiu e refletiu; incluindo o tratamento dispensado pelos irmãos antes, durante e depois da iniciação. Essas impressões são de vital importância para abastecer nosso sistema de educação e instrução e visa o bem comum. Na prancha o aprendiz poderá oferecer desde as suas impressões mais sutis (percepção extrassensorial) até mesmo sua opinião sobre aquilo que espera encontrar e aquilo que realmente encontrou. Essas pranchas não servem para responsabilizar e nem punir possíveis transgressões ocorridas durante a cerimônia, mas sim para que o Sereníssimo possa ir ajustando o comportamento dos responsáveis pelas lojas até que atinjamos uma padronização de excelência em nosso serviço cerimonial. É através desta primeira prancha que o aprendiz poderá demonstrar suas tendências ao esoterismo e, inclusive, receber uma atenção diferenciada naquilo que o Sereníssimo encontrar de especial em suas narrativas. A primeira prancha deverá ser encaminhada para sgm@glomeb.org.br   o whatsapp do Grão Mestre é 17-9-8111-5771 e pode ser utilizado por qualquer membro que necessite ter um contato mais direto com o Sereníssimo. Também disponibilizaremos um canal de atendimento “ouvidoria” para reclamações que o associado, devidamente identificado, queira formular perante a Alta Administração sem necessariamente passar pelo Grão-Mestre. Os casos trazidos pela ouvidoria serão resolvidos pela Assembleia dos Associados Fundadores.

Final do Segundo Capítulo





 

SOMOS UMA associação maçônica, cultural, artística & filosófica legalmente registrada.

       cnpj 11.643.230.0001-95                        inscr. est, isenta                         inscr. mun.   3172870

                Sede: rua bernardino de campos 3180 conj 704 são josé do rio preto/sp

  Site Map